Howard the Duck (filme)
Howard the Duck (Brasil: Howard, o Super-Herói / Portugal: Howard e o Destino do Mundo) é um filme estadunidense dos gêneros ficção científica, ação e comédia lançado em 1986. Dirigido por Willard Huyck, o filme é estrelado por Lea Thompson, Jeffrey Jones e Tim Robbins. Baseado na história em quadrinhos homônima criada por Steve Gerber e publicada pela Marvel Comics, o filme foi produzido por Gloria Katz e escrito por Huyck e Katz, com George Lucas servindo como produtor executivo. O roteiro foi originalmente concebido para ser de um filme de animação, mas a adaptação cinematográfica teve que ser feita em live-action devido à questões de contrato.
George Lucas propôs adaptar Howard, o Pato para os cinemas após ele dirigir American Graffiti. Depois de múltiplas dificuldades de produção e respostas mistas nas audiências de testes, Howard the Duck foi lançado nos cinemas dos Estados Unidos em 1 de agosto de 1986. Após seu lançamento, o filme tornou-se um fracasso crítico e comercial e, nos anos seguintes, foi considerado um dos piores filmes já feitos em todos os tempos. Foi indicado a sete Framboesas de Ouro (vencendo quatro) e arrecadou cerca de US$ 15 milhões no seu país de origem em comparação com o orçamento de US$ 36 milhões.[4] Apesar das críticas, o filme ganhou um status de cult entre os fãs da série original dos quadrinhos.
Enredo
Howard, um pato antropofórmico de 27 anos de idade, vive em Duckworld, um planeta semelhante à Terra, mas habitado por outros patos como ele e orbitado por luas gêmeas. Enquanto ele está lendo a última edição da revista "Playduck", sua poltrona começa a tremer violentamente e o expulsa de seu prédio direto para o espaço sideral; Howard finalmente pousa na Terra, mais precisamente em Cleveland, no estado americano de Ohio. Ao chegar, Howard encontra uma mulher sendo atacada por bandidos. Ele os derrota usando um estilo único de artes marciais chamado de "Quack-Fu"; depois que os bandidos fogem, a mulher se apresenta como Beverly Switzlere e ela decide levar Howard para seu apartamento e deixá-lo passar a noite. No dia seguinte, Beverly leva Howard para Phil Blumburtt, um suposto cientista que Beverly espera poder ajudar Howard a retornar ao seu planeta de origem. Depois que Phil é revelado ser apenas um faxineiro em vez de um cientista, Howard se resigna à vida na Terra e rejeita a ajuda de Beverly. Ele logo se candidata a um emprego e consegue um trabalhando como um empregado em uma casa noturna da cidade. Devido a estresses no serviço, Howard pede demissão e procura por Beverly, que toca em uma singela banda feminina chamada Cherry Bomb. No clube onde as Cherry Bomb estão se apresentando, Howard se depara com o gerente do grupo e o confronta quando o empresário insulta as meninas; uma briga irrompe e Howard sai vitorioso, recuperando todo o dinheiro perdido que o homem havia surrupiado das garotas.
Howard reencontra Beverly nos bastidores após uma performance da banda no clube e a acompanha de volta para seu apartamento, onde Beverly o convence a ser o novo empresário do grupo; os dois começam a flertar, mas são interrompidos por Blumburtt e mais dois colegas, que revelam que um espectroscópio a laser que eles estavam testando foi mirado acidentalmente em direção ao planeta de Howard e o transportou para a Terra quando foi ativado; eles teorizam que Howard pode ser enviado de volta ao seu mundo através de uma reversão desse mesmo processo. Ao chegarem no laboratório, o espectroscópio a laser apresenta um mau funcionamento quando é ativado, aumentando a possibilidade de outra coisa ter sido transportada para a Terra; neste ponto, o Dr. Walter Jenning é possuído por uma forma de vida de uma região distante do espaço. Quando eles param um diner, a criatura se apresenta como um dos "Mestres Ocultos do Universo" e demonstra seu desenvolvimento de poderes mentais destruindo utensílios de mesa e condimentos no local; uma briga começa quando um grupo de caminhoneiros no restaurante começa a insultar Howard; em meio à confusão, Howard é capturado e quase morto pelo chef do restaurante, mas o Mestre Oculto no corpo de Jenning destrói o restaurante assustando e afugentando a todos; o Mestre Oculto foge e leva Beverly consigo, deixando Howard para trás.
Howard localiza Phil, que é preso por policiais devido a sua presença no laboratório sem autorização da segurança; depois de escaparem da polícia, Howard e Phil descobrem uma aeronave ultraleve que eles usam para irem atrás do Mestre Oculto e de Beverly. No laboratório, o Mestre Oculto amarra Beverly a uma cama de metal e planeja transferir outro de sua espécie para o corpo dela com o espectroscópio do Dr. Jenning; Howard e Phil chegam e aparentemente destroem o Mestre Oculto com um "desintegrador de nêutrons" experimental encontrado no laboratório, no entanto a criatura apenas saiu do corpo de Jenning; o Mestre Oculto, então, revela sua verdadeira forma neste momento, virando um enorme monstro. Howard dispara o desintegrador de nêutrons na enorme criatura, destruindo-a. Ele então destrói o espectroscópio a laser, impedindo que mais monstros do universo cheguem à Terra, mas também acabando com a única chance de Howard de retornar ao seu planeta.
Depois de um tempo, Howard torna-se o novo empresário das Cherry Bomb, com Phil trabalhando como assistente de palco durante os shows da banda; à essa altura, o grupo se consagra e passa a fazer muito sucesso. O filme se encerra com Howard tocando guitarra junto com Beverly no palco em uma apresentação das Cherry Bomb, ao mesmo tempo em que são ovacionados pela plateia.
Produção
George Lucas frequentou a escola de cinema com Willard Huyck e Gloria Katz, que mais tarde co-escreveu American Graffiti com Lucas. Depois que a produção do filme foi concluída, Lucas contou a Huyck e Katz sobre o gibi Howard, the Duck do desenhista Steve Gerber, descrevendo a HQ como sendo "muito engraçada" e elogiando seus elementos noir e absurdismo. Em 1984, Lucas renunciou à presidência da Lucasfilm para se concentrar na produção de filmes. Segundo o documentário A Look Back at Howard the Duck, Huyck, Katz e Lucas começaram a considerar seriamente a adaptação de Howard the Duck como um filme e se reuniram com Gerber para discutir o projeto. O relato de Steve Gerber é um pouco diferente: ele lembra que na época em que ele foi abordado para discutir o filme, Lucas ainda não estava envolvido no projeto.
O filme foi escolhido pela Universal Pictures depois de uma parceria com a Marvel Comics. De acordo com Marvin Antonowsky, "Sidney [Sheinberg] pressionou muito para a realização de Howard the Duck" porque o estúdio havia repassado projetos anteriores nos quais Lucas estava envolvido e que haviam sido muito bem sucedidos; Sheinberg negou qualquer envolvimento em Howard the Duck, alegando que ele nunca leu o roteiro. Huyck e Katz queriam que o filme fosse uma animação. Como a Universal precisava de um filme para um lançamento de verão, Lucas sugeriu que o filme poderia ser produzido em live-action, com efeitos especiais criados pela sua empresa Industrial Light & Magic.
O desenhista de produção Peter Jamison e o diretor de fotografia Richard Kline foram contratados para dar ao filme um visual semelhante ao de uma revista em quadrinhos colorida. Ao longo das filmagens, Huyck filmou múltiplos segmentos estabelecendo um "Duckworld", desenhada por Jamison. Na cena de abertura o horizonte exibido poderia ser facilmente descrito como o de Nova York, mas com duas luas visíveis no céu (em ângulos similares entre si como os dois sóis de Tatooine do filme Star Wars). O apartamento de Howard é cheio de adereços detalhados, incluindo livros e revistas com nomes fazendo referência ao "Mundo dos Patos". Como Lucas costumava trabalhar com atores anões ele facilmente contratou vários deles para trabalhar nessas sequências, uma vez que os habitantes de Duckworld são de baixa estatura.
A sequência do avião ultraleve foi difícil de filmar, exigindo intenso treinamento dos atores Tim Robbins e Ed Gale para poderem pilotar a aeronave; as locações para a cena também foram difíceis de se arranjar, a produção do filme só conseguiu rodar a sequência nas proximidades da cidade de Petaluma, Califórnia, após uma sugestão de um técnico de telefonia que trabalhava em São Francisco. Devido ao tempo de filmagem limitado, uma nova gravação precisou ser realizada, com a nova sequência a ser rodada em uma instalação naval em San Francisco sob temperaturas frias durante as filmagens. O filme custou cerca de trinta e seis milhões de dólares para ser produzido.
Embora a agenda de Steve Gerber geralmente o impedisse de estar presente durante as gravações, ele escolheu perder o lançamento da primeira edição da revista The Spectre para que ele pudesse assistir ao último dia de filmagem.
Howard the Duck

- Âncoras